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Jamaican's Finest Grooves - Clipping digital em áudio, vídeo, imagens e texto do melhor da música e cultura jamaicana no Brasil e no mundo. Histórias, novidades, curiosidades, bizarrices e afins!

27.1.06

Lee 'Scratch' Perry for Western Consciousness

BASIL WALTERS Observer staff reporter
Sunday, January 22, 2006

Legendary record producer and recording artist Lee 'Scratch' Perry has been confirmed as the headliner for the 2006 edition of Western Consciousness, slated for for Saturday, April 29, at the Llandilo Cultural, Savannah-la-Mar, Westmoreland.

With negotiations still in progress, other acts that have so far been confirmed to appear on the 18th staging of the annual roots and culture reggae festival, dubbed as a "Celebration of Good Over Evil", are Barrington Levy and Richie Spice.

"We're really in negotiations with a number of artistes, but its a great feeling to have someone of the calibre of Lee Scratch Perry on board," said Worrell King, show promoter.
The media launch, King indicated, is likely to take place on a date as close as possible to Perry's 70th birthday, and will take the form of a party.

Rainford Hugh Perry, aka Scratch or The Upsetter, was born in the parish of Hanover on March 28, 1936.
"Apart from having been a major influence on Bob Marley, Lee Perry is one of reggae's most important producers and a significant artiste in his right," wrote Kevin O' Brien Chang and Wayne Chen in their book Reggae Routes:The Story of Jamaican Music.

Junior Byles' Curly Locks, and Police and Thieves Max Romeo's War Inna Babylon are only a few of the great reggae songs Scratch Perry helped to create, not to mention a large number of dub albums. According to the book, he "is probably second in importance in this field only to dub's inventor, King Tubby."

Lee 'Scratch' Perry was the 2003 Reggae Grammy winner for the album, Jamaican ET, which came out on the Trojan Records label. The Grammy Award coincided with the released of his biography, People Funny Boy written by David Katz.

For his contribution to the development of reggae music, last year Perry was also the recipient of the local Tribute to The Greats Lifetime Achievement Award, given annually by King Omar's Promotions, the Kingsley Goodison-run organisation for the recognition of Jamaica's musical pioneers.

"This (the inclusion of Lee Perry on Western Consciousness) is like a fulfilment," mused Worrell King who in the early years received much flak for not including artistes whose lyrical content he deemed as negative expressions. Hence, the naming of his band, S.A.N.E. - Sounds Against Negative Expressions.

"Men of earnest, are not afraid of consequences," he told the Observer. Noting the return of conscious lyrics in the music, the director of King of Kings Promotions suggested that Western Consciousness has kept faith with its motto - "A Celebration of Good Over Evil"Added he, "In keeping with this concept, we're going to include in the lineup, a number of the new crop of conscious artistes."

24.1.06

DUBVERSÃO NA RUA


Eles estão de volta!

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20.1.06

Sesc encerra projeto musical com festival de ska

ADRIANA KÜCHLER
do Guia da Folha

O ska vem da Jamaica, mas é dos Estados Unidos que chega a principal atração do festival dedicado ao ritmo. Na última série de shows do evento Sons de Uma Noite de Verão do Sesc Pompéia (que também teve samba, reggae e surf music), os nova-iorquinos Slackers mostram sua mistura de ska com outros ritmos jamaicanos, como o reggae e o dub, na quinta (dia 26) e no dia seguinte.

O Slackers bebe na origem do ska e desdenha da mistura com o hardcore, que é garantia de sucesso nos EUA. Talvez por isso seja considerado um dos principais grupos do gênero. Nesse dia, a banda divide o palco com os brasilienses do Móveis Coloniais de Acaju, chamados por André Abujamra de "mistura de Kusturica com Hermeto", e com os cariocas do Djangos.

Outra atração do festival é a banda venezuelana Desorden Publico, que mistura o ska a ritmos latinos. Também tocam no evento Chris Murray e Victor Rice (Nova York), Kongo (RJ), Trenchtown Rockers (SP) e Firebug (SP).

A programação ainda terá apresentação aberta do projeto BumbaBeat Sound System, bate-papo e desfile de moda inspirado no divertido estilo xadrez em preto-e-branco dos músicos de ska.

Sesc Pompéia - choperia (r. Clélia, 93, Água Branca, região oeste, tel. 3871-7700). 800 lugares. Qui.: 21h. Ingr.: R$ 5 a R$ 15.

19.1.06

Os novos tons do REGGAE (texto)

Os novos tons do reggae

Carlos Albuquerque

Oreggae desce redondo, preto e com um buraco no meio na festa Digital Dubs, que tem lotado as noites de quarta-feira na Casa da Matriz, em Botafogo. O som de compactos de sete polegadas, uma tradição jamaicana, faz com que corpos se mexam para cima e para baixo na pista de dança. No comando dos toca-discos e da mesa de efeitos especiais, estão os DJs MPC e Nélson Meirelles, acompanhados pelo MC Cristiano Dubmaster e quem mais se aventurar no microfone.

— O legal da festa é que ela tem um clima de jam session — diz Meirelles, enquanto busca ar fresco do lado de fora da casa, numa pausa entre a discotecagem. — O microfone fica aberto e as pessoas vão chegando. Dessa forma, fomos criando um público fiel. Acabamos até descobrindo alguns talentos.

O sucesso da festa é sinal de céu de brigadeiro no eterno verão do reggae. Depois de um longo inverno, em que foi colocado à margem do mercado, que não viu mais se repetir estouro igual ao de bandas como Cidade Negra e Skank no começo dos anos 90, o caloroso ritmo volta a contaminar corações, mentes e cinturas.

A mesma opção pela independência

Dois exemplos desse florescer são o Ponto de Equilíbrio, grupo que representa a ala mais tradicional do estilo, e o próprio Digital Dubs, misto de equipe de som e banda, que vem abrindo novos caminhos para o som. Cada um tem um disco pronto nas mãos e, à sua maneira, faz acreditar que não há mais motivo para menina alguma chorar. Na estação das gigogas, o reggae volta a invadir as praias.

— Nós começamos como um grupo tocando reggae em estúdio, viramos uma festa, ganhamos formato de banda para fazer shows e agora vamos lançar um disco — conta Meirelles, ex-produtor do Cidade Negra, excelente baixista e um dos fundadores do Rappa. — Nada disso foi programado. Tudo foi acontecendo naturalmente, com a música e os acontecimentos nos levando.

Forças naturais também movem o Ponto de Equilíbrio. Nascido em Vila Isabel há seis anos, o grupo já vendeu dez mil cópias do seu disco de estréia, o independente “Reggae a sua vida com amor” (que vai ser distribuído pela Deckdisc a partir deste mês), repleto de letras com louvor espiritual e exaltação da filosofia rastafári, adotada pela maioria dos seus oito integrantes, que não comem carne, não tomam refrigerantes e não cortam as tranças. Esse jeitão hippie, que reflete os primeiros encontros na região do Sana, tem ajudado o grupo a conquistar um número cada vez maior de fãs no circuito do chamado reggae de raiz.

— Claro que há uma coisa simbólica na adoção da filosofia rasta — explica o baterista Lucas Kastrup, que também é antropólogo, formado pela Uerj e estudioso do assunto. — Cada um na banda tem sua versão do assunto. No geral, ele representa uma aproximação da natureza e um desapego aos valores materiais. É uma identidade que nos levou a fazer reggae.

Essa espiritualidade, porém, não faz com que o grupo esqueça suas raízes urbanas. Não é à toa que uma das músicas do disco, “Rastafara”, acabe com o samba-enredo “Kizomba, a festa da raça”, que deu à escola de Vila Isabel o título de campeã no desfile de 1988.

— Vila Isabel ainda tem essa coisa de todo o mundo se conhecer. E dos oito integrantes da banda, seis são do bairro — conta Kastrup. — É natural que tenhamos influência do samba na hora de compor e fazer os ritmos. E também ao falar do cotidiano, que está presente em nossas letras, como por exemplo em “Aonde vai chegar”.

No outro extremo desse balanço, o Digital Dubs vai fazendo a sua parte nessa retomada do reggae. Com a experiência de shows ao lado do inglês Mad Professor e no TIM Festival de 2004, o coletivo usa o mais tradicional dos formatos do reggae — dois toca-discos e um microfone — para revolucionar suas estruturas. Depois de botar na rua um compacto com duas faixas, prensado na Jamaica, o Digital Dubs prepara o lançamento do seu primeiro disco, “Brasil riddim volume 1”, que deve estar à venda a partir de fevereiro.

Masterizado pelo americano Michael Fossenkemper (que já assinou discos de Miles Davis, Bill Laswel e Nação Zumbi), o CD vai trazer para o país, pela primeira vez, um formato que é tipicamente reggae: uma mesma base instrumental (o “riddim”), que é utilizada por diversos artistas.

— Foi através dos riddims que o reggae se popularizou e gerou o rap — explica Meirelles. — Esse formato é ao mesmo tempo tradicional e futurista. O problema é que as pessoas acham que raiz do reggae é só ouvir Bob Marley.

Catra e B Negão no disco do Digital

Quem interpreta os ritmos criados pelo Digital são feras como B Negão, Ras Bernardo (o primeiro vocalista do Cidade Negra) e Mr. Catra, ao lado de revelações como Lápide, M7 e Biguli.

— Vamos deixar outros riddims no nosso site para que as pessoas possam baixá-los e fazer suas próprias versões. Quem sabe elas entram num volume dois?

“Brasil riddim volume 1” vai ser lançado de forma independente, com suas primeiras mil cópias bancadas pelo próprio Digital Dubs, através do seu selo, Kizumba.

— A esta altura, depois de tudo o que vivi na indústria musical, lançar esse disco por uma grande gravadora seria inviável — conta Meirelles. — Do jeito que vai ser, podemos dar um passo de cada vez. O mundo das grandes gravadoras virou um universo à parte, longe da nossa realidade. É como se fosse um caminhão gigantesco tentando atravessar uma rua estreita, cheia de carros estacionados, sem causar estragos. Falta jogo de cintura, falta mobilidade.

Os novos tons do REGGAE



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